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t(u)o-que-é(e)s-c(s)im-e-em-tu(o) tu-és de-muita-fé
a poesia
é que é ------ cimento
é que é
és-(que)-é-cimento,
arre – fé – no – cimento,
esque-c-imento.
(…)
os poetas são
portanto
pessoas de muita fé,
com pouca fé no cimento
portanto,
per-du-ra-do-res (per-duram?) -----------
pen-du-ra-do-res (penduram-se nas dores?) ------------
per-da-do-res (per de per e dores de dores?) -----------
per-de-do-res (maus perdedores?) --------------
perde-dores (perdem-se por dores?) ------------
pe-de-dores (pedincham dores?) ----------------
POR-TANTO
por tanto, pre-da-do-res por tanto muito mais que tanto tanto mais que,
ISTO É
perduram (-se) nas palavras -------------
penduram (-se) nas palavras ---------------
per-dão-se através de, nas palavras -----------
perdem (-se) de por palavras ----------------
perdem as palavras (se)
pedem as palavras (se)
se
para não caírem em – és - és-que-cimento
no cimento
em es-quen-tamento
em es-ta-rre-ci-mento
em tu-es-que-ci-men-to-que ------- és?
(…)
os poetas escrevem
para não se esquecerem de nada,
como se fossem às compras
aviar a cesta,
como se fossem esquece-dores
como se se esquecessem das dores
como se não se lembrassem de nada
como se não, não pudessem nada
como se fosse possível o cimento
como se fosse possível o esquecimento
como se
nada pudessem
esquecer-se
de nada
pudessem
esquecer-se
pudessem esquecer.,-------se
se se pudessem esquecer
a-que-cer
a-quem-ser
de-quem-ser
o-que-se
ser-que
o-que-ser,
(…)
os poetas
não escreviam nada,
não és- o-que-viam?
nada
o que entre-viam?
nada
o que entre-entre-tanto-viam?
nada
o que entre-entre-tanto-esqueciam?
nada.
(…)
a poesia
é que é
és
esquecimento.
poema de: sandra guerreiro dias
dito por: sandra guerreiro dias e rute oliveira