descrição

"Um filo-café é um triciclo. Movimenta-se pelos próprios. Não tem petróleo. A sua combustão é activada pelo desejo. Não se paga, não se paga. Apaga-se. E vem outro. Cabeças sem trono. Um filo-café lembra-se. Desaparece sem dor."

14.6.13

filo-café ângelo de lima: contributos

ricardo andrade
* "De um banco de Jardim gera-se a loucura"
- textos - Ângelo de Lima; Imagens - Ricardo Andrade.






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cruz martinez: in memoriam



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joão moura

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adriana henriques

“Ângelo de Lima”
#3 (obras)
2013
Técnica mista s/ papel
70x50cm





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sara ribeiro
OLHOS DE LOBAS!

Têm um fulgor estranho singular
Os teus olhos febris… Incendiados!...

Como os Clarões Finais… - Exaustinados
Dos restos dos archotes, desdeixados…
- Nas criptas d’um Jazigo Tumular!...

- Como a Luz que na Noute Misteriosa
- Fantástica – Fulgisse nas Ogivas
Das Janelas de Estranho Masoléu!...

- Mausoléu, das Saudades do Ideal!...

- Oh SaUdades!... Oh Luz Transcendental!
- Oh memórias saudosas do Ido ao Céu!...

- Oh Perpétuas Febris!... – Oh Sempre Vivas!...
- Oh Luz do Olhar das Lobas Amorosas!...

Ângelo de Lima
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joão vilas maia
"Ele já não vem" (Porto, 2013)

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13.6.13

filo-café: ângelo de lima



Convidados:

Gilberto de Lascariz (O Jardim dos Suplícios: o complexo da iniciação e  da morte em Ângelo de Lima) e Júlio Mendes Rodrigo (Panopticon: Vigilância e Punição do Génio na Patologia)

Inscrições (abertas, gratuitas e em permanente actualização):

Elsa Oliveira (org, Porto), Bruno Miguel Resende (org., Porto), Fátima Vale (org., Porto), Carlos Vinagre (org.,Espinho), Carlos Silva (org., Porto), Alberto Augusto Miranda (Pensamento, Porto), João Moura (Escultura, Serzedo), Adrián Gramary (Psiquiatria, Gondomar), Elisabete Pires Monteiro (Pintura, Boticas), Sara Ribeiro (Desenho, Argoncilhe), Fernanda Monteiro (Fotografia, Porto), Natacha Sampaio (Vídeo, Folias de Baco), Luís Pedro Costa e Lília Serra Miranda (performance), Luiz Pires Dos Reys (Pensamento, Lisboa), João Vilas Maia (Fotografia, Porto), Aurelino Costa (Poesia, Argivai), Ricardo Andrade (Fotografia, Matosinhos), Adriana Henriques (Pintura, Vieira do Minho), Miguel Louro (Fotografia, Braga), Maria Carvalho (Poesia, Matosinhos), Jorge Taxa (Pensamento, Porto), Pedro Monteiro (Poesia, Espinho),

Para inscrição ou mais informações envie uma mensagem para geral@acextrapolar.com

Todos os trabalhos que nos enviem serão publicados no blogue Filo-Cafés:
http://filo-cafes.blogspot.pt/

28.10.12

filo-café astronomia: contributos

 

até que o sol se feche em mim

no que me esconde o sulfato 
antecipo o silêncio numa remissão inquieta e opaca
o telhado do sol
hei-de acreditar na redenção
na cascata que se dilata em voz ao indefinido
a morte do crepúsculo
que tristeza é esta que me repete?
a terra imberbe do céu, onde está?
guardo-me no que goteja na praia
na borboleta dos sonhos
até que a morte me embacie no segredo do mundo
o porto da minha mãe 
a nebulosa de rosas que cresce no campo sepultado 
pela linha da extinção.
a ebulição do meu sangue
o poço das minhas folhas
amá-las-ei até que o sol se feche em mim.

Carlos Vinagre
************** 
À Cláudia
Não te conheço Cláudia!
Não sei se falas de Estrelas,
De buracos ou carneiros
Comedores de couves
Nos confins da miséria,
Rodeada de rios e mares
Gelados pelo desaquecimento
Solar!
Não sei se estás presa à mãe Terra,
Ou divagas pelo sistema extra-solar
Ricocheteando nos cinturões de asteróides
Internos e externos
Numa tentativa sempre renovada
De mergulhar na sopa magnética
Do Limite do Sistema
Para chegar às Estrelas...
Não te conheço Cláudia!
Mas sei que a tua procura
E libertação está
No encontro solene
Do horizonte de eventos,
Que te levará para lá de ti mesma
No reencontro do infinitesimal...

Agostinho Magalhães
***

Saímos das negras profundezas telúricas, há muitos milhões de anos, em direcção à Luz pintalgada num céu negro e num Sol brilhante e magnífico! Na nossa infinita pequenez, quisemos, no alvorecer da Humanidade, tocar o céu e, para ele, inventar significados com ou sem deuses, mas sobretudo com projecções das fantásticas dúvidas que o olhar maravilhado nos suscitava e, assim, nos tornámos Astrónomos! E o Céu continuav
a inalcansável! De repente! Com a “invenção” da Filosofia, da Matemática, da Física, com Galileu, Hublle, e muitos outros gigantes, desde a antiguidade, quisemos, com a invenção do telescópio “tocar” os astros e, daí, às viagens fantásticas e à descoberta do infinito, foi "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade"! A Astronomia conta-nos histórias verídicas tão extraordinárias que continuamos, incrédulos, a tomá-las por ficção e assim será, até conseguir-mos ultrapassar o fantástico sonho e nos tornar-mos Cidadãos do Universo...
Agostinho Magalhães

20.10.12

filo-café: astronomia

Distribuidor de Palavra Pública:
 Carlos Vinagre
Astrónomos Convidados:
Pedro Almeida, Giancarlo Pace
Inscrições (abertas e gratuitas, e em permanente actualização):
Francisco Duarte (org), Ricardo Lamboldt (org), Carlos Silva (fotografia), José Eduardo Fraga (fotografia), Rui Moura (curta-metragem), Rui Maia (fotografia), Virgílio Liquito (poesia), Maria Carvalho (texto), Gabriela Marques (música), José Luís (música), Daniela Pinheiro (texto), Ricardo Andrade (power-point), Júlia Esmeralda (texto), Agostinho Magalhães (palavra), José Leal Loureiro (neuroastronomia), Bruno Miguel Resende (performance), Alberto Augusto Miranda (texto), Augusto Pinto Oliveira (texto), Abeke Arogo (performance), Maria Carvalho (texto)

5.10.12

filo-café internidade: (contributos 5)



aequus nox

I

no cativeiro o ouroboro devora-se_________ rejeita a internidade lapidada
do terrortório

em carne viva resiste na ilusão da luz _________ alvo poema do desejo
______ milagre filial do caos

o corpo do ouroboro está cinza do ocaso ________ golpe sangrento de uma
inexistência de calor no cárcere privado _______

cada ave que passa estende-lhe um voo de desespero e saudade________

foder e amar é o nome da galeria onde o leite primordial se derrama para o
abismo da noite _________ equinócio mutilante do supérfluo ________
mâgnanima chuva quente sobre o gelo do desencontro

sofrer ao relento é a libertação do condenado

o ouvido mutila-se e arrasta-se pela lama ______ jazida humanal ________
cosmética dos espectros

dormir é a provisória eternidade ________ a morte visitada



II

escorre dos golpes do meu braço terebentina _______

ninguém a recolhe e o seu cheiro é alheio ao olfacto dos homens _______
por vezes há um animal que de passagem a lambe diluindo o pigmento da sua
língua _______ disso por vezes brota uma ou outra tela conservada na
intemporal existência das coisas _______tatuagens na transcendência
cutânea do vivido

_______ auto fecundação _____ contingência do perecível

quando nos abraçamos é toda a vivência que fica no ovo do ouroboro que
criamos com os braços _______ sucede-lhe ficar esbranquiçado pela
incidência de muitos sóis _______

então a ideia liquidifica-se resinosa dentro do caule da memória _______

e renasce

dos coníferos ramos que as mãos me seguram ______ só o processo
incendiário produz energia

a dança dos mortos mantém a terra batida no meu peito sem que a poeira se
esvazie de mim por lapso da fala ______

o sol que carregas abre e fecha todas as coisas _______


fátima sapetiveoatl vale