7.9.10
6.9.10
3.9.10
wabi - sabi (ponferrada)
Filo-Café: Wabi - Sabi
3 Setembro 2010, 21h
Café de Arles
Calle Ancha, 18
Ponferrada
Abertas as inscrições (gratuitas) nas seguintes áreas:
escultura, artesanato, cerâmica, pensamento, música, audio-visual (máximo: 5m), poesia, pintura, pequena-comunicação, fotografia, performance.
Para inscrição, enviar mail (indicando nome e área de participação) para:
A participação no filo-café pode ser feita de 2 maneiras:
1-presencial (incluindo obras)
2-virtual através da publicação no blogue:
http://filo-cafes.blogspot.com
A mixtura conceptual, numa secante ao realejo da teoria prototípica, liberta o frenesim dos moldes onde se embalam neuras e depressões. A permanência do jacto onde mergulham as sinapses mais afoitas, descategoriza a emissão e desmecaniza o processo. O rótulo que os legitimadores alimentam deixa de ter colo nas mãos de quem prodigaliza a rótula. O que se torna belo sem prioris? Que caixas de veneno se envenenam com a dispersão do seu distintivo de autoritas? Será livre a beleza? Se um desenho se matricia pela bidimensionalidade e distorce o uso em volutas transferenciais, a beleza no seu fluir exala os fumos do tempo executante e condensa, por atração, o desejo do inacabado, do acrescento e mesmo da mera interferência. Nunca fica só_lida.
Inscritos:
Alberto Augusto Miranda (pensamento, Portugal), Alfonso Fernández Manso (artista grafico y ambiental. España), Ana Jiménez (escultora. Premio nacional de las artes, España), Bernabé Moya (artista ambiental. España), Carlos Silva (fotografia, Portugal), Carlos Vinagre (poesia, Portugal), Gerardo Queipo (ceramista, escultor, España) Gullu Sen (artista gráfico y publicista. Delhi. India), Hisae Yanase (artista plástica, performance, escultora. Japón), Iesaka Ruriko (artista plástica, Ikebana, Sodho. Japón), Iolanda Aldrei (poesia, Galiza), Italo Chiodi (artista, arte brera de Milán, Italia), Javier Suañez Zorrilla (artista plastico, Ponferrada. España), Madhur Sen (ceramista. India), Marcos Miguelez (artista plástico y ambiental, España), Puja Sen (arte visual, India), Vicente Pastor (artista, España), Virgílio Liquito (poesia, Portugal), Wali Hawes (ceramista, escultor, sociologo, Bombay, India), Pedro Lamas, Ramon Cruces, Antonio Rivas e Lois Magariños - Ad Hoc (grupo de acción poética, Galiza), Ramiro Vidal Alvarinho (poesia, Galiza), Belem Grandal Paços (poesia, Galiza), Juliana Azevedo (fotografia, Portugal), Fermín Lopez Costero (poesia, Espanha), Rubén Fernandez Sanchez (gravura, Galiza)
Contributos:
fotografia de: carlos silva
Possíveis a um pensamento
Na rua de pracer as prostitutas ficam
À porta à espera de quem passa
Não há nenhuma beleza aparente nisto
Só a dura realidade da vida
Na rua de pracer as mulheres não esperam
Por mais nada
A não ser por qualquer homem que lhes
Agrade
Nesta rua os edifícios têm paredes brancas
E as portas têm ombreiras de granito
Tudo parece ser o abismo de que é feito
Qualquer rua
Onde se viva em condições precárias
Na rua de pracer não há nada para ninguém
Só as duas refeições diárias necessárias
Para viver
Se forem à rua de pracer arriscam-se!
Poema de: Rui Souto
30.7.10
Filo-Café Fazeres Peninsulares (Vila do Conde)
Filo-Café: Fazeres Peninsulares
Café-Concerto
Centro Municipal da Juventude
Av. Júlio Graça
Vila do Conde
Abertas as inscrições (gratuitas) nas seguintes áreas: A participação no filo-café pode ser feita de 2 maneiras:
http://filo-cafes.blogspot.com
inscritos
artesanato: Pedro Rio Bom (porto), Carla Mota (sta. maria da feira), João Gomes, Sara Teixeira, Ricardo Campos, Rosa Rosell, Pilar N. Pomeda, Carlos San Claudio Rodriguez, Andrés Oslé Fadón, Maria Renea, Sérgio Amaral, Oscar Herrero, Maria Sierra, José Loura, Dandra Silva, Alexandro Bayón, Sara Ortin, José Juan Olalde, Maria João (espinho),
dança: Mafalda Cancela,
música: Alberto Augusto Miranda (vila do conde), Carlos Marques (barcelos)
poesia: Aurelino Costa (argivai), Carlos Vinagre (espinho), António Pedro Ribeiro (porto), Henrique Dória (porto), Susana Guimaraens (vila nova de gaia), Luís Serguilha (famalicão),Carlos Durão (galiza), Iolanda Aldrei (compostela), Virgílio Liquito (porto)
pintura: Elisabete Pires Monteiro (boticas),
pensamento: Alexandre Teixeira Mendes (porto), Henrique Dória (porto)
fotografia: Mariis Capela (sintra), carlos silva (porto),
instalação: Narcisa Nené Barbosa (porto),
Lucia Lopez (baiona), António Pinheiro (póvoa de varzim) ,
Contributos:
Fazeres peninsulares
Entre as ondas do mar e os picos dos montes
há um pedaço de terra que teima em ficar
nos traços mais ou menos coloridos das estações do ano.
As fardas dos exércitos de quando em quando
esventram esses lugares de promissão
que teimosamente vão sobrevivendo a tantas loucuras.
Pesínsula, a nossa, designada de Ibérica
que acolhe povos diversos em sã complementaridade.
Depois de tanto penar, neste pedaço do mundo
os tons, os sons, as grafias, os pensamentos...
unem-se agora num querer próximo
que o futuro há-de poder realizar!
Sarmento Manso
As navalhas da densidade metafórica arrancadas ao sangue primitivo-estelar das esfinges sobrevivem às desassossegadas ancas das víboras (cavalgada irremissivelmente escoada na respiração vivaz das coincidências das baleeiras-filiais-da-semanturgia onde o geografismo de PAVESE leva os equinócios dos fluxos corporais, a nutrição dos asteróides até ao ÓREKSIS de LANGHE): rotas feiticeiras dos gadanhos-dos-pilotos farejadores das cabeleiras-vegetais-dos-elefantes-paradisíacos OU dos TARAHUMARA de ARTAUD ou das flechas giratórias-iluminadas pela imobilidade das escutas-das-faúlhas-arteriais: embriaguez das desflorações oculares/angulares a elevar a pulsação do Alasca-poético quando a ciência abismada dos látegos-dos-refúgios se inclina na exposição do minucioso bicho descobridor da rosa-embrionária-dos-furacões e do AIÔN da vastidão LAVORARE STANCA: flexível ascensão dos bichos-das-filigranas-das-crateras como bandos concêntricos e sazonados a descerrarem as vozes das campânulas nas probabilidades-da-gravitação da astralidade que reúne as arquitecturas luminosas das cesuras “Gaudí-acrobático” para embalarem e lapidarem os compromissos das gargantas migratórias nos últimos chamamentos das onomatopeias matinais:
(continuar a leitura aqui)
Irmão corpo
O teu corpo não é teu:
é dele; mas és tu,
que manda, nele;
com carinho, com amor;
mas, a dor, é tua, e o prazer.
O teu corpo não és tu:
é irmão, teu, e não tem
querer: és tu que tem
de ter: pois diz-lho, assim!
Ele, só, se quer, a si:
tu qué-lo, a ele, e a ti;
mas, afinal, és tu,
que tem: de decidir...
poema de: carlos durão
Proposta, …
Esquecera-me do sítio. Não fluía Luar, ou coisa parecida. Sibilava-me o ar seco, reverberando-me…
Em volta da língua.
Da terra, fluíam os vapores, as humidades, que nos toca.
Estava perdido, de esquecimento, do que ousara ter, algum dia, de luz fosca, de não ter feito.
Não estava, ainda, corroído, porém, mas, estrafegado. A noite, que se fora, não me deixara da dor. Mais uma vez, me aturdira: ouvia: procura o teu esquecimento, é quase te amigo, luz intrínseca que te acompanha. Serás forte, nem que o guardanapo sofra, de nostalgia, da tua amante Companheira. Por ali te quedaste, por lá a encontrarás.
(continue a ler este texto aqui)
texto de: virgílio liquito
7.7.10
4.7.10
las raizes i ls fruitos (contributos)
fotografia de: inês simões
fotografia de: carlos silva
performance bichual de poma fidiró
fotografia: eva garcia
28.6.10
las raizes i ls fruitos (palaçoulo - miranda do douro)

Inscritos:
27.6.10
21.6.10
filo-café: esquecimento - contributos
***************
fotografia de: carlos silva
***
Jacob partiu
Repetiam sem pausa “Amen”
Enclausurados na antiga Cripta
Permaneciam fixos com a alma dada
E a sensualidade amordaçada
Para que Deus estavam eles virados?
O Poeta morreu, mas jazia entranhado
Em cada pedra exaltada
Outrora por aquele mal-amado,
Daqueles que queriam a verdade.
“Como Senhores, permanecem ainda por aí
Nessa ilha impalpável,
Labirinto de pensamentos cruzados,
No meio dessas Gárgulas de pedra fossilizadas?
Como viveram com a negação da Puberdade,
O enterro de todo passado,
O odor da vulva nunca ousado,
O Labor como única armada
E o esquecimento como meta alcançada?
Continua ele a vaguear nesse lugar falado?
Subterrâneos ocultos àqueles á terra fixados
Os Dados serão lançados até ao tempo inalcançável
Quem os calará?
poesia de: elisabete pires monteiro
***
t(u)o-que-é(e)s-c(s)im-e-em-tu(o) tu-és de-muita-fé
a poesia
é que é ------ cimento
é que é
és-(que)-é-cimento,
arre – fé – no – cimento,
esque-c-imento.
(…)
os poetas são
portanto
pessoas de muita fé,
com pouca fé no cimento
portanto,
per-du-ra-do-res (per-duram?) -----------
pen-du-ra-do-res (penduram-se nas dores?) ------------
per-da-do-res (per de per e dores de dores?) -----------
per-de-do-res (maus perdedores?) --------------
perde-dores (perdem-se por dores?) ------------
pe-de-dores (pedincham dores?) ----------------
POR-TANTO
por tanto, pre-da-do-res por tanto muito mais que tanto tanto mais que,
ISTO É
perduram (-se) nas palavras -------------
penduram (-se) nas palavras ---------------
per-dão-se através de, nas palavras -----------
perdem (-se) de por palavras ----------------
perdem as palavras (se)
pedem as palavras (se)
se
para não caírem em – és - és-que-cimento
no cimento
em es-quen-tamento
em es-ta-rre-ci-mento
em tu-es-que-ci-men-to-que ------- és?
(…)
os poetas escrevem
para não se esquecerem de nada,
como se fossem às compras
aviar a cesta,
como se fossem esquece-dores
como se se esquecessem das dores
como se não se lembrassem de nada
como se não, não pudessem nada
como se fosse possível o cimento
como se fosse possível o esquecimento
como se
nada pudessem
esquecer-se
de nada
pudessem
esquecer-se
pudessem esquecer.,-------se
se se pudessem esquecer
a-que-cer
a-quem-ser
de-quem-ser
o-que-se
ser-que
o-que-ser,
(…)
os poetas
não escreviam nada,
não és- o-que-viam?
nada
o que entre-viam?
nada
o que entre-entre-tanto-viam?
nada
o que entre-entre-tanto-esqueciam?
nada.
(…)
a poesia
é que é
és
esquecimento.
poema de: sandra guerreiro dias
dito por: sandra guerreiro dias e rute oliveira

pintura de:
Texto 1
silêncio duradouro nos olhares arqueados. Um órfão na terra inventa as alavancas do deserto, a arqueologia da esfinge, o (re)nascimento do não-sentido e um homem de reminiscências solares abandona o espaço dos tumultos e entra na floresta isotrópica. em todas as direcções o homem é idêntico a ele mesmo. em todas as direcções o grito de Deus é o grito de toda a ausência.
os aposentos sábios das fábulas, a dispersão das calamidades, a descoberta da instrução do livro-do-VAZIO, das mordeduras raras, da voz-iniciática, das lenhas cosmogónicas onde o cloro dos mosquitos-cranianos e as teclas dos anarquistas-das-linhas-de-
vegetal-tijolo-golpes-de-i
(continue a ler este texto aqui)
texto de: Luís Serguilha
19.6.10
esquecimento (espinho): reportagem
fotografia de: carlos silva
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10.6.10
esquecimento (espinho): performance
(bruno miguel resende & fátima vale)
esquilia divinorum
carlos silva
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5.6.10
25.4.10
24.4.10
crise/crítica (vigo)

Contributos:


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a crise decisiva
vídeo de: elisabete pires monteiro
interpretação de: andré da graça gomes
texto de: alexandre teixeira mendes
voz de: alberto augusto miranda
música de: razorman
****************
vídeo de: maria joão marques
**********************
Hoxe é onte
A choiva erguera a súa man
con medo a mollarnos
quizais por iso estaba triste…
A noite chegara máis cedo que de costume
e os seus dentes asemellaban estrelas orfas…
Todo era silencio no silencio…
Hoxe é onte
A lúa durmía fora do cadro
porque xa non quedaba pintura para ela
e eu… estaba canso. Estou canso.
Uns ollos vixiaban dende o norte
sementando gotiñas de luz,
pequena esperanza para o verde froito.
Unha barca espida apalpaba a terra
con húmidas lembranzas de sal e escuma.
E as árbores, moi serias,
estaban fartas de tanto conto
e axitaban teimosamente as súas follas
no intento imposíbel de voar lonxe.
Onte é hoxe..
Todo está creado
incluso antes de que eu o imaxinara.
O ceo xa era cárcere antes de que eu nacera,
e as estrelas morren nunha eterna caída
que nunca chega.
O mar está incompleto
e o seu corpo esvaecese nos recunchos dun marco
luído polo azo esborrallado.
Todo é pasado castrado
nesta comitiva de barcos fúnebres
e ollos aboiados.
Onte é hoxe
Por iso non atopo ríos novos
cos que me arrolar
neste infindo e mudo mundo
Todo é silencio no silencio
Os meus segundos son intres de desacougo
que apreixan a alma debuxada
E eu… estou canso. Estaba canso.
Mans constrúen ondas
que veñen morrer xunto a min
E os paxaros gardan a súa voz
cando intúen o meu corpo.
Nada podo facer para cambiar isto
Nada puiden facer
para cambiar isto.
Hoxe é onte.
Miguel Ángel Alonso Diz
******************
ándele pois
aquelas portas de portugal
pechadas mal pechadas
ducias e centos de anos
antes do vintecinco de abril
aquelas portas que se abriron
mentres na galiza seguian
outras portas mal pechadas
moitas que se tardaron en abrir
neste filo café da negra sombra
na crise a critica e os cravos
os cravos bermellos da verdade
a memoria a creacion a construccion
as imaxes as palabras e os cantos
esas flores esas plantas e esas árbores
esas arbores e ese bosque de abril
vigo 24 de abril do 2010
este poema coa trova de abril
e as quadras a beira da casa da horta
foi a miña pequena aportacion
esta noite pasada no negra sombra
Manolo pipas
**********************
quadras na beira da casa da horta
alfandega e ribeira /eses populares bairros
as tendas sacan pra rua / as hortalizas do campo
ese vello lavadeiro / esas mulleres descalzas
frotando nos seus tapetes / botando xabron e auga
cantas casas que se caen / co rumor dun vello fado
o vento traerá a chuvia / e os gatos polos telhados
e hai hortas pequeninhas / entre casas e valados
os limons do limoeiro / acidos versos que fago
un barrendeiro inmigrante / de guinea ou cavoverde
barre ecoloxia e lixo / tanta vida que se perde
cantos templos e museos / torres arcos i esculturas
segue fora o meu caminho / que na rua está a cultura
unha ponte outra ponte / o douro chegando ao mar
canta riqueza e pobreza / que parte ou que quere entrar
os rabelos na ribeira / coas suas pipas de vinho
os corpos que van e venhen / ai as veces sen sentido
ese chiar das gaivotas / i esas pombas tan caladas
e as camaras dos turistas / que non captan case nada
lavadores valadares / nomes que me son comuns
bairros da minha cidade / nomes do norte e do sul
cae a chuvia miudinha / nun banco segue deitado
de costas ao rio un home / entre o vinho e o pasado
as escadas do barredo / eses cheiros a comida
e as escadas das verdades / que antes eran das mentiras
alfandega e ribeira / eses populares bairros
segue baixando este douro / con preguntas polo baixo
e regreso minha amiga / volto pra casa da horta
fora seguen as gaivotas / dentro a casa colectiva
alfandega e ribeira o porto 10-09
Manolo pipas
**********************
Desacougados quedan teus cravos vermellos
na cinza diluída na auga escura do meu floreiro.
Pasa o tempo coma o trafego sanguíneo
de arterias aforcadas en tolemias graxentas
desasistidos miserábeis en crucifixións verdes
nos dominios de grandes corazóns enfermos,
respiracións entrecortadas i exaltadas
cando os teus ollos húmidos perden soño en destellos
e asoman asedios de pipas erectas
sobre das insinuacións marelas nas tebras
de patrias supostas no teu corpo verdescente
porque te venden, porque perdes monte
porque te quero verde mancomunada
porque te busco saudábel entre brétemas sinistras
e non sei se acaso te atopo nun punto cativo
perdido no medio da Ría que agarda
a que moitos en recuperalo perdan a vida;
mais eu sempre te desfruto enferma
e gusto de verte universal rediviva
no meu exceso volcánico de exaculación ideolóxica
porque te quero fodida antes que morta de medo
porque te rego de esperma curado de arrepío
porque cómpre saca-lo terror das tombas
nas que copulamos envelenados co tempo;
porque te alugan en nichos comunitarios
porque a cota láctea non te enche o ventre
porque te tiran en fosas miña amada rubia galega.
Pero medrarán na polución dos cadavres as serpes
coma a semente, miña amada, coma a semente.
O povo é quem mais ordena, no mar e na terra
e tamén no pube da matria nos cemiterios.
E ti, Xuntacadavres, nada sabes destes místeres
mais as tebras chamarán por ti encantadoras
cando encendamo-la utopía no ultraista burato negro
onde amamos ao demo de pirola rabela e cornos alleos.
Os tempos son chegados, querida,
pro meu deleite no teu ventre de inferno.
alfonso láuzara
















