
Reportagem aqui.
Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul
18H00 - 30 JUNHO, 2004
Filo-Café: Interpretação

Convidada: Inês Morais
Merdemoiselles apresenta Em Cena: Três Quadros de Virgínia Wolf
Intérpretes: Alexandra Bernardo, Célia Machado, Laura Moura, Sónia Alves
Dramaturgia e encenação: alberto augusto miranda
Mais do que uma história, este texto de Virgínia Woolf apresenta-se sob os fumos do ensaio, com o seu prolegómeno dialógico e vívido seguido de três momentos – quadros – confirmadores do programa inicial.
Em tal processo, o elemento dialecticamente transfigurador é aquele em que a síntese, sendo o corolário de uma tese (o encantamento) e de uma antítese (ruptura do encantamento), não produz um facto novo, antes se situa no lugar do retorno.
O programa ensaístico de Virgínia Woolf retira ao entorno vital o lugar da superação. Exterior e Interior prefixam inexoravelmente o signo vida. A chave vai ser (re)descoberta nos aposentos da morte configurada como um não-lugar ao qual se torna, como espaço placentário que protege dos prazeres e das dores, numa estranha dimensão líquida abstinente de vibrações. Em Três Quadros a morte é também o lugar da normalidade: o dia-a-dia com suas repetitivas tarefas, as paisagens paradas que os humanos igualmente são, a ausência do sonho e da inquietação.A vida – ilusão e desilusão – é apenas uma experiência de campo, uma luz intensa de mãos dadas com o seu naufrágio: o escuro profundo. Maruschka Lotti
Entrega do Livro:
OZU - Catálogo de textos (Edições fluviais), coordenação Joana Lima
Biblioteca Municipal João Brandão, Tábua
21H30 - 10 JUNHO, 2004
Filo-café: Camões Com um Pé na Tábua
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
(Não se sabe o lugar ou o ano do nascimento de Camões, sabe-se que morreu em 10 de Junho de 1580)

Haveria Portugal sem Camões?
O u-topos ilha dos amores continua a fazer sentido(s)?
Viagem com e por Camões feita por Amélia Pais, António Cardoso Pinto e Lina Madeira
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, o Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Luís de Camões
Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto
(frente lateral do Teatro Rivoli - Porto)
18H00 - 10 ABRIL, 2004
Filo-Café: A Loucura
Convidada: Carmen Nuevo
Distribuidor de palavra: Aurelino Costa
Entrega do Livro:
del ajuar, la locura / do enxoval, a loucura de Carmen Nuevo
Apresentação: Alexandre Teixeira Mendes
Entrega da Arte-Postal:
Abril alado de Anxo Pastor (Vilagarcia de Arousa) e Aurelino Costa (Argivai)
Participações em Aberto